segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Seguindo caminhos - Prólogo


Olá, pessoal! Essa foi uma história que surgiu em minha mente hoje. Se gostarem, continuarei.                  

                  Felícia acordara feliz e decidida naquela manhã de sábado. Hoje, ela finalmente iria fazer parte dos milhares de jovens brasileiros que ingressam e realizam o sonho de fazer intercâmbio nos Estados Unidos. Levantara às 8h da manhã daquele dia para ir ao aeroporto, com Alicia e Jorge, seus pais. 
                  Ela morava no subúrbio do Rio de Janeiro e havia cancelado o segundo período da faculdade de Nutrição, com o intuito de aprender inglês em apenas seis meses. Almejava conseguir isso em pouco tempo, tanto que seus pais lhe haviam desejado toda a sorte do mundo e deixaram alugado um apartamento para ela passar esse período longe deles, com todo o luxo que poderiam pagar. Se bem que, não era tanto assim. Seu pai trabalha em um supermercado e sua mãe era advogada. Não era das conhecidas, por isso juntaram dinheiro por três anos, para que sua filha pudesse realizar seu sonho. 
                 Foi uma surpresa para eles, quando ela tinha apenas doze anos e anunciou, durante o jantar, que gostaria de correr atrás disso. No início, eles não lhe deram atenção por ser uma ideia boba e vir de uma criança que não sabia o que queria, mas os anos foram passando e ela continuara a bater na mesma tecla, ano após ano. Logo, seus pais se reuniram numa noite e tiveram uma discussão feia a respeito. Sua mãe arrastara seu pai para o quarto deles, a fim de resolverem essa situação. Felícia esperou alguns minutos para correr até a porta trancada e encostar seu ouvido nela. Precisava saber sobre o que iria falar.
"Não, ela não vai!" - dissera Jorge.
"Meu amor, ela precisa disso. Olhe bem há quanto tempo ela já vem insistindo. Hoje, ela tem quinze anos. Podemos juntar dinheiro para que ela realize esse sonho." - Alicia dissera.
"Ela é muito nova. Você não se preocupa?"
"É claro que sim. Porém, ela não precisa ir agora. Até termos como custear todo o intercâmbio, vai demorar."
"Se você diz...Mas, vamos ver se é isso mesmo o que ela quer. Ainda temos muitas despesas com a faculdade do Ricardo." 
"Daremos um jeito." - ela lhe assegurara.
Então, momentos depois de terem essa conversa, seu pai começou a abrir a porta do quarto. Logo, ela se afastou para não ser pega no flagrante.
"Filha, entra aqui." - ele a convidou.
Felícia entrou e se posicionou bem ao lado de sua mãe, na beiradinha da cama. Foi nesse instante que seu pai sentou ao seu lado e ambos lhe disseram que realizariam seu sonho. A lembrança desse dia ela nunca esquecerá.
"Vai dar tudo certo", eles disseram.
                  E, com esse pensamento martelando sua mente, ela pegou o voo, com escalas, para Washington D.C. Chegando lá, se surpreendeu com a magnitude do que seus olhos apreciavam. O aeroporto era gigantesco, pessoas passavam por todos os lados, com objetivos diferentes: uns queriam embarcar para pegar o próximo voo, outros estavam voltando para casa, sem pressa e tristes por deixarem pessoas amadas para trás. Era duro afastar-se dos seus entes queridos; Felícia agora conhece muito bem esse sentimento.
                  Seus pais a abraçaram fortemente e sua mãe chorara boa parte do tempo, enquanto ela subia as escadas rolantes do aeroporto, em direção ao seu avião. Mas, tudo iria dar certo naquela terra desconhecida; assim ela esperava. Até o nome da cidade onde iria se hospedar fazia com que se sentisse bem e confortável "Divine". Por quê haveria de temer? Só que ela não sabia o que aconteceria, quando colocasse os pés nesse pitoresco lugar.
                 Com a garra e a coragem que já lhe eram peculiares, Felícia embarcou para a primeira de suas muitas aventuras, na terra do Tio Sam à procura de respostas para suas perguntas e de uma vida nova. Essa nova façanha marcaria seus meses para todo o sempre e carregaria essa bagagem pelo resto de sua existência.

Mais dessa história aqui.

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