Olá, pessoal. Há tempos não venho aqui, e dou aquela desabafada sobre meus fantasmas com vocês.
Hoje, eu venho falar sobre o tempo. Afinal de contas, tudo na vida precisa mesmo desta palavrinha tão pequena, mas que pode significar o início, o meio ou até mesmo o fim?
Alguma vez na sua vida, você já parou parar tirar um tempo pra si mesmo? Enfiou-se dentro de uma concha/caverna, afastou-se de tudo e apenas quis saber de si mesmo? Alguma vez já se afastou de amizades que sentia serem tóxicas para si? Alguma vez já não quis mais falar com alguém por que precisava assentar as suas ideias para não magoá-lo? E, isso foi feito através do que mesmo? T-E-M-P-O.
Muitas das vezes, eu quis expor tudo o que sentia - e eu fazia isso com maestria - porque achava que as pessoas deveriam sempre saber. Ora bolas, por qual razão eu não deveria compartilhar isso? Aí é que está, meu querido amigo: nem sempre devemos falar o que sentimos. Por esta razão, me afastei. Me afastei por medo de magoar, medo de compartilhar e não ser bem entendida, e também por que não valia a pena. Com o tempo, aprendemos isso. Aprendemos que nem tudo deve ser vomitado, nem tudo deve ser compartilhado. Com o tempo, vem a experiência de que o silêncio é bom, mas corta. No entanto, o que mais machuca do que palavras que nunca poderão ser recolhidas de volta para mim? O tempo é o senhor da razão, e nesse caso, o silêncio impera onde palavras não devem ser pronunciadas com o intuito de desabafar, fazer conhecer, abrir o coração, corpo, alma e mente.
Meus desabafos são sempre estranhos. Começo com algo em mente, muda a direção, mas mantém-se na mesma linha de raciocínio. É bom ter com quem conversar, embora seja um monólogo.




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