segunda-feira, 24 de julho de 2017

O ponto final é sempre o mais difícil.


              Gente, que saudades disso aqui! Agora que tenho um pouco mais de tempo, vou desafabar mais vezes.
              The end, fim e outras palavras servem para finalizar um filme, uma série ou um livro, como no meu caso. Mas, vocês não devem estar entendendo nada até aqui, portanto vou explicar.
              Quem aqui não esperava a semana toda para assistir uma série, na época em que a internet não existia e a única maneira de acompanhar algo era pela TV? Bem, minha infância e mais da metade da minha adolescência foram assim. Naquela época, o SBT exibia séries como: Smallville e Gilmore Girls, aos domingos. Pude assistir ao primeiro episódio dela e fiquei doida para continuar, mas eu tinha outros compromissos nesse dia e só conseguia saber mais ou menos o que acontecia nos intervalos entre uma programação e outra. Portanto, desisti; não era sempre que conseguia acompanhar.
             Anos depois, a nossa precária internet evoluiu e se tornou no que temos hoje em dia; velocidades anormais, canais com transmissão ao vivo e a Netflix. Meus olhos brilharam quando eles disponibilizaram todos os episódios daquela série que eu não pude acompanhar, e adivinhem: em poucos meses assisti tudo. Mas, não é sobre essa série que vou falar. Não precisamente.
            Em um dos episódios, lembro muito bem disso, Rory entrava na lanchonete do Luke e escolhia uma mesa para se sentar. Em seus braços, carregava uns livros e lá ela mergulhava no mundo mágico da leitura. Foi nesse momento mágico para ela que um estalo, também mágico para mim, fez surgir uma ideia: o que aconteceria se eu/um personagem pudesse entrar nesse mundo da literatura e conversar com os personagens? E se o envolvimento fosse tamanho, que a faria desenvolver laços com eles a ponto de contar seus futuros?
               Se eu pudesse descrever esse momento, seria algo como "uma luz bem brilhante, que entrou no quarto e me fez enxergar só aquela ideia". E, foi isso o que aconteceu. Era a primeira história que eu escreveria sozinha, sem uma coautora, sem uma segunda opinião, sem nada. Sozinha. Eu e mais ninguém numa corda bamba, trilhando aquele caminho tortuoso e cheio de obstáculos que só quem escreve algo sabe. Não é fácil, não é simples e nem um pouco tranquilo.
              Em dezembro do ano passado, peguei meu caderninho e comecei a escrever. Não sabia muito bem como começar, mas fui com a cara e a coragem até o fim. Sim, por isso escrevi "the end e fim" no início desse post, pois na quinta-feira passada escrevi e disponibilizei o último capítulo. Se chorei? Nossa, foi difícil me despedir da personagem, da história e de tudo o que tinha nela, porque foi um livro único e especial. Foi diferente de tudo o que estava costumada escrever.
              Hoje sinto orgulho de mim mesma. Céus, como eu quis desistir, fazer algo mais fácil e me divertir com joguinhos. No entanto, os poucos leitores que conquistei me deram forças para continuar através dos comentários e das visualizações aumentando a cada semana. Eu queria esvaziar minha mente, meu coração e deixar tudo ali. Sem divulgar aos quatro ventos, pois era uma conquista minha, somente minha. De início, porém tudo mudou. Apesar de ser uma conquista minha, saber que as pessoas aprenderam algo através daquela história, nada disso teria significado para mim e, no fim, se tornou uma conquista nossa. Portanto, fui, sou e serei eternamente grata a cada um deles.
             

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