quinta-feira, 7 de junho de 2018

Sobre a FAMÍLIA

          

         15:49 da tarde de uma quinta-feira nublada. Ventilador ligado, soprando o vento pelo quarto, celular no silencioso e o computador ligado. Nele, eu buscava alguma forma de passar o tempo, enquanto amadurecia o tema do dia e acabei mudando o que iria dizer aqui. Na tela ligada e na caixinha de som aos meus pés, eu assisti e ouvi aquilo que faltava para ligar o botão da inspiração e que me faria decidir arrastar os dedos pelo teclado e desabafar sobre o que vi na minha telinha: a família.
         O programa Tamanho Família, da Rede Globo de Televisão, me fez refletir enquanto assistia ao programa, que família é tudo igual independente de como o seio familiar é formado. Não que as deles fossem diferentes da minha, mas eu me vi pensando em outros modelos não-tradicionais e concluí: é idêntico, pois o que conta mesmo é o amor.
          A família de Zulu, um ator da mesma emissora e Otaviano Costa, apresentador do Vídeo Show, trouxeram aquele sentimento bom que vivenciei/vivencio ao longo dos meus trinta anos. Me foquei mais no primeiro e por isso falarei apenas sobre ele. 
          Ele levou sua família ao palco e vi tantas semelhanças entre nós que, ao fim do programa, eu me emocionei de verdade. A humildade na narrativa daquela família, no toque das mãos, no abraço que cada um deles gostava de dar e no olhar cheio de amor daquela mãe, a doce Regina. Quando seus filhos falavam, ela prestava toda a atenção possível neles. Ali, você via o que ela mais zelava, ao demonstrar em simples toques no ombro do mais novo, no afago e na postura diante de toda a plateia. Mas, embora todos estivessem emocionados por estarem juntos, contando seus causos e entregando quem era o mais esquecido da família - Zulu, cof cof -, não deixaram o lado cômico de lado. Aqueles quatro eram muito unidos e engraçados. Entre algumas piadas e questões, surgiu a pergunta que deu início ao segundo momento mais emocionante do programa: quem era a inspiração do ator? Sem muito pensar e com a voz embargada, ele respondeu que seu pai e irmão eram seu norte e sul, e complementou com o quanto eles significavam para ele. Quebrando - sem querer - o clima emocionado da narrativa do filho, Dona Regina logo disse: "E eu?" A plateia inteira riu, porém reconheci nesse gesto dela a minha própria mãe, que também se sentiria excluída caso alguém falasse sobre todos e a deixasse de fora. Logo, o sorriso da matriarca surgiu quando o filho se retratou. #SomosTodosDonaRegina, é claro. 
       Ao fim do programa, eu não consegui mais segurar a emoção e meus olhos quase derramaram algumas lágrimas ao ver a filha do participante cantar para ele. A menina tem talento para o palco!
      E, para finalizar, a lição que foi reafirmada para mim, foi: isso é família. Não importa se você brigar com seu irmão mais novo/velho, reclamar da música alta do seu pai, de ter que arrumar a cama que sua mãe pediu desde de manhã, ou se estiver passando por um problema "real", como um momento triste, feliz, alto, baixo, mediano... eles estarão lá para te acolher, como foi falado nos depoimentos dos participantes do programa, e também pela nossa experiência de vida. A minha, principalmente.
           Independentemente do papel que cada um exercer no grupo, do título, do rótulo, da ocupação; pai, mãe, irmão, tio, madrinha, avô, avó... todos eles são importantes! Eles são o nosso alicerce.

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